O que é a Choque Cultural?
A Choque Cultural é uma galeria de arte contemporânea que dialoga com o underground. Valoriza as linguagens cotidianas usadas pelos mais jovens e propõe-se a apresentá-las de modo verdadeiro e original. Assim, desde que foi fundada, em 2004, a Choque transformou-se numa potente plataforma para artistas vindos do graffiti, da tattoo, do design gráfico, da ilustração e outras procedências paralelas às artes acadêmicas (fine arts).
A Choque Cultural está baseada em São Paulo, cidade conhecida pela arte impressa nas paredes das suas ruas, pela profusão de grafiteiros talentosos e originalidade dos trabalhos que surgem a cada dia. Essa energia criativa encontra, dentro da Choque, ambiente perfeito para manifestar-se em toda a sua plenitude. O espaço expositivo é mutante e cuidado nos mínimos detalhes pelos próprios artistas, que transformam suas exposições em autênticas instalações, nas quais as obras são imersas.
A Choque Cultural tem tido papel importantíssimo na valorização das novas formas de arte que agradam tanto aos jovens e despertam tanto interesse no mainstream. Seu segredo é o respeito pelos artistas, mesmo que esses não tenham uma formação profissional convencional e suas propostas, mesmo que elas sejam extremamente subversivas. A Galeria Choque Cultural funciona de segunda a sábado, das 12 às 19 horas.
Manifesto Choque Cultural
O começo de tudo foi pensar uma galeria para o jovem e, com ele, criar um novo ambiente para as artes plásticas, mais divertido, energético e acessível. Ou menos sisudo, frio e pedante, como tem se mostrado a arte atual, cheia de academicismos e erudições. O sucesso da idéia mostrou-se possível por que existe um público com muita vontade de colecionar tudo relativo à cultura pop e uma geração vibrante de artistas vindos do underground, que dominam linguagens novas e ágeis, como as do graffiti, da tatuagem ou dos video clips. A Choque faz a ligação direta entre esses novos colecionadores e artistas. Valoriza o talento natural de artistas não convencionais viabilizando a comercialização das suas obras. E estimula a ampliação do repertório desses artistas sem deixar que se perca o espírito subversivo que os fizeram notáveis.
Sandra Soares, Veja São Paulo, dezembro 2006
Galerias Pop
No início dos anos 90, quando trabalhava como estilista para marcas de moda jovem, Baixo Ribeiro costumava convidar grafiteiros para estampar camisetas. As roupas criadas por eles faziam tanto sucesso que a garotada comprava as peças para colecionar. “Quando me dei conta disso percebi que uma galeria voltada para esse público poderia dar certo”. Ele e a mulher, a arquiteta Mariana Martins – filha do pintor Aldemir Martins (1922-2006) – fundaram em 2004 a Choque Cultural, em Pinheiros (hoje contam com mais um sócio, o historiador Eduardo Saretta).
No espaço de 150 metros quadrados são encontrados pôsteres, pinturas originais e gravuras de nomes como Speto, Zezão e Highraff, que têm seus admiradores entre o público moderninho de São Paulo. Se no início a galeria recebia somente simpatizantes da arte de rua, hoje atrai para as suas salas críticos e colecionadores. “É nesses endereços mais alternativos que encontramos obras novas, em que a experimentação é maior”, afirma Fábio Cypriano, crítico da Folha de São Paulo. “Eles são um estímulo para que mais pessoas produzam e ainda democratizam o consumo ao oferecer preços acessíveis”. Quem visita a Choque, por exemplo, pode levar para casa peças à partir de 90 reais.
Desde o surgimento da Choque Cultural, outras galerias dedicadas à chamada arte jovem, feita por nomes ainda não consagrados, abriram as portas na cidade. A galeria Pop, a Emma Thomas, a Favo e a Casa da Xiclet são alguns exemplos. Para Alexandre Gabriel, diretor da Fortes Vilaça, em Pinheiros, uma das mais respeitadas galerias de São Paulo, o surgimento dessa concorrência mais alternativa é positivo. Em março, a Fortes Vilaça convidou oito artistas da Choque Cultural para expor em suas dependências. Em contrapartida, dez nomes de seu time, como os consagrados Vik Muniz e Beatriz Milhazes, criaram peças especialmente para a Choque. “Houve uma troca de públicos e com isso os dois lados saíram ganhando”, diz ele.
Breve História da Choque Cultural
Baixo Ribeiro
Os idealizadores do Projeto Choque Cultural são profundos conhecedores do mercado de arte no Brasil, do público jovem e toda a cultura pop que os envolve. Mariana Martins, arquiteta, filha do pintor Aldemir Martins, herdou o gosto pela arte que emociona e não precisa de muitas explicações para ser entendida. Baixo Ribeiro, profissional de moda, especializou-se em skate, rock, graffiti e outros assuntos juvenis. Eduardo Saretta, historiador, incentivador da street art, leciona técnicas de impressão.
Primeiro montaram a Editora Choque Cultural, com edições limitadas, numeradas e assinadas de posters, livros, stickers, brinquedos e outros objetos. Esses múltiplos de baixo custo têm estimulado o público a colecionar seus artistas preferidos e entender melhor o que acontece nas ruas de São Paulo e outras cidades.
Depois veio a Galeria Choque Cultural. As primeiras exposições coletivas, como a Calaveras, a Catalixo e a Erótica contribuíram para determinar o estilo marcante da casa. As paredes sempre pintadas, os preços ao lado das obras e um atendimento pessoal, formam um ambiente ao mesmo tempo acolhedor e estimulante, nada convencional ou bem comportado.
Seguindo seu próprio caminho, a Choque apresentou várias exposições individuais, lançando artistas com grande sucesso de crítica, público e mídia. Seu estilo atraiu muitos admiradores e abriu de fato uma nova frente de negócios envolvendo a arte feita por jovens e para jovens. Em dois anos de existência a Choque tornou-se a principal referência quando o assunto é arte underground, vanguarda, graffiti, tattoo, cultura pop, street art, arte urbana, low brow etc.
Além do pioneirismo, a Choque mostrou-se também arrojada ao jogar-se em projetos polêmicos e instigantes, como a ‘troca de galerias’ com a renomada galeria Fortes Vilaça.
. Choque Cultural na Fortes Vilaça e Fortes Vilaça na Choque Cultural. Março de 2006
A repercussão positiva da troca de galerias com a Fortes Vilaça e o interesse crescente pelos assuntos abordados pela Choque, estimularam o desenvolvimento de novos projetos, que ampliam a área de atuação para muito além dos domínios da Galeria. Através de parcerias com museus e outras galerias, a Choque começou a explorar o “circuito oficial das artes plásticas” e mostrar que , em arte, subversão é fundamental.
Duas instituições abriram os braços para a nova arte, surgida em São Paulo: O Museu Afro Brasil, capitaneado por Emanoel Araújo e o Memorial da América Latina, sob a responsabilidadede Adriana Beretta. Duas grandes exposições realizadas quase simultaneamenta no final de 2006, deixaram um saldo impressionante de público. E a crítica especializada passou a observar com mais cuidado os novos talentos.
. Território Ocupado , Museu Afro-Brasil, Ibirapuera, Outubro 2006, no circuito off Bienal.
. Graffiti-o Novo Muralismo Latino-Americano, Memorial da América-Latina, Barra Funda, Novembro 2006.
Em fevereiro de 2007 uma grande exposição levou oito artistas para Nova York. Essa coletiva foi o primeiro passo da associação da Galeria Choque Cultural à Jonathan LeVine Gallery. Foi enorme o sucesso de público e a crítica elogiou muito a energia e qualidade da exposição. Entre as muitas manifestações positivas, está a do New York Times em matéria de destaque em seu caderno de artes.
. Ruas de São Paulo, a Survey of Brazilian Street Art from São Paulo. Presented in association with Choque Cultural Gallery. Artists Included: Boleta, Fefê, Highraff, Kboco, Onesto, Speto, Titi Freak, and ZezãoFeb. 17 thru Mar 17, 2007
Sobre a exposição de artistas internacionais no Brasil :
“Nos últimos anos, centenas de galerias se especializaram em surrealismo pop nos Estados Unidos. Uma das mais importantes é a Jonathan Levine, de Nova York. Pela primeira vez, o Brasil vai conhecer artistas representados por Levine na exposição MADE IN AMERICA, na Galeria Choque Cultural, em São Paulo (…) Ver suas obras, além de encantar os olhos, é a oportunidade de testemunhar o florescimento de um novo movimento artístico”.
Por Gisela Anauate
Endereço: Rua João Moura, 997, Pinheiros, São Paulo. Telefone: 11 3061 4051. CEP 05412 002. e-mail: galeria@choquecultural.com.br

A CHOQUE, é uma das únicas galerias, que expoêm os trabalhos dos artistas de maneira contemporânea, bonita e inovadora…
devido esse sucesso,acho que ela é tão famosa….
atenciosamente…
daiane