Bonecos de design inusitado são a nova expressão da arte contemporânea e viram mania entre adultos.

Foto: www.tokidoki.it
Mais do que pura diversão ou simples consumismo, a toy art é um fenômeno da arte pop contemporânea. Os bonequinhos viraram moda entre adultos descolados do mundo todo, tal qual as coleções de figurinhas ou papel de carta eram na infância de quem já passou dos 25. Os bonecos são desenhados e customizados por designers, grafiteiros, gente do mundo da moda e outros artistas.
Mas os toys vão muito além do entretenimento. Além de resgatar lembranças da época de criança, eles criticam e ironizam o estilo de vida da sociedade atual, tanto no formato, quanto na caracterização.
A toy art surgiu há pouco mais de dez anos, quando dois chineses apresentaram os bonecos do Comandos em Ação com roupas urbanas, no lugar dos uniformes do exército, e cabeças de outros personagens numa feira de brinquedos. Depois disso, a mania se espalhou pelo mundo, sendo a internet sua principal vitrine.
No Brasil, os principais divulgadores são a The Toy e a Plastik. A primeira é uma lojinha virtual, que além dos bonecos, oferece camisetas e revistas sobre o tema. Também há uma galeria de fotos que mostra as coleções dos internautas. Já a Plastik, possui uma loja real, em São Paulo, com espaço para exposição de artistas e toys raros. Quanto mais exclusivo e cobiçado, maior é o preço. Por serem importados, os bonecos custam caro: varia de R$ 100,00 a R$ 1.500,00.
A criatividade é o principal ingrediente de quem produz toy art. O design pode ser pouco elaborado, como algo que lembre um cachorro ou um coelho, ou total nonsense, com formas ultra-futuristas ou personagens de desenhos em situações inusitadas, como o Mickey malvado. Os materiais também são diversos: vinyl, poliuretano, metal ou tecido e pelúcia. A aposta dos artistas brasileiros é nos produtos naturais, para dar uma cara artesanal à produção. Além de tecidos, eles investem em papel, resina e madeira. São os artesanal toys, resposta brasileira, com jeitinho caseiro e bem humorado para os art toys, febre no mundo inteiro detonada por uma exposição na Colette e uma edição especial da “Visionaire”, em 2004.
DIY Toy: R$ 2100,00 na Plastik
São formas que remetem a um quê infantil presente no inconsciente coletivo, com pitadas de ironia e bom humor. As peças, normalmente numeradas, podem ser de vinil (e produzidas em escala industrial) ou resultar de técnicas artesanais, feitas por jovens designers do País. É a criatividade da produção nacional transformada em brinquedos para gente grande, que ganha merecido facho de luz.
E dentre esses novos nomes que aparecem no ramo da Toy Art nacional podemos destacar como: Ana Bravelli do clã Studio Ragdolls, junto com a modelo Marina Dias e a promoter Luma Assis; Francesca Sperb, da marca Bubbledolls; Rodrigo Costa, da Sabbatical Dolls; Lívia Torres e Helena Pimenta em parceria com a artista plástica Lala Martinez Correa , da Amonstro; além da artista baiana Andrea May, uma das pioneiras na adaptação do art toy no Brasil; novos nomes como Silvana Mello, Guilherme Znort e Carla Barth, da Galeria Choque Cultural, estão reforçando o fundamento.
Loja de Toy Art em São Paulo, Plastik.
Também há os DIY (Do It Yourself – faça você mesmo) Toys, que fazem sucesso por permitir que o próprio colecionador dê forma e cor ao seu boneco. Eles vêm num formato genérico e você pode cortar, derreter, moldar e pintar como quiser.
La la black – R$ 410,00 e Mickey underground R$ 950 na Plastik.
Além de ajudar a matar a saudade dos brinquedos da infância, os toys também podem ser uma espécie de bichinho estimação, só que sem o lado ruim da sujeira e do barulho. Como objeto de decoração, são excelentes, já que conferem uma identidade e um colorido especial ao ambiente. Com tantos atrativos, já há marketeiros querendo pegar carona no sucesso da toy art para vender a sua marca.
Veja o resultado:
Foto: www.sketchone.com


Muito bom o trabalho parabens gostei muito
Esse universo encanta, atualmente é o que mais produzimos e modelamos no estúdio.